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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Chien-Shiung Wu

“Eu me pergunto se os minúsculos átomos e núcleos, ou os símbolos matemáticos, ou as moléculas

de DNA têm qualquer preferência pelo tratamento masculino ou feminino.”



Nascida em 31 de maio de 1912 na cidade de Liuhe em Taicang na China,

Wu teve grandes feitos no ramo da física nuclear, trabalhou no projeto Manhattan

dentre outros, que levou a ser comparada a Marie Curie, ganhando apelidos como

“Primeira Dama da Física” “Madame Curie da China” e “Rainha da Pesquisa Nuclear”.

Ela contribuiu para a criação do processo de separação do urânio em urânio-235 e urânio-238

por difusão gasosa. Conhecida por ter conduzido o experimento que contradizia o até então

inviolável princípio de conservação de paridade, descoberta que resultou no Prêmio Nobel

para seus colegas, mas não para ela. Wu foi muito importante na chamada “segunda revolução

quântica” porém, segundo Maia Filho(2019, p.4) poucos trabalhos acadêmicos abordam ela com

a devida importância, os que o fazem costumam focar ou em sua trajetória de vida, ou em sua

contribuição acadêmica, sendo o segundo menos abordado ainda.


Prêmios e honrarias de Wu:

  • Eleita membro da American Physical Society (1948);

  • Eleita membro da Academia Nacional de Ciências, dos Estados Unidos (1958);

  •  Primeira mulher a ter um doutorado honorário da Universidade de Princeton (1958)

  • Honra ao Mérito, American Association of University Women (1959)

  • Research Corporation Award (1959)

  • Medalha John Price Wetherill, The Franklin Institute (1962)

  • Comstock Prize in Physics, Academia Nacional de Ciências (1964)

  • Chi-Tsin Achievement Award, Fundação de Cultura Chi-Tsin (1965)

  • Membro Honorário da Royal Society de  Edimburgo (1969)

  • Cientista do Ano, Industrial Research Magazine (1974)

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O curioso caso dos superfluidos




Em um superfluido apesar de obedecerem as leis da Relatividade Geral, as regras para objetos se movendo dentro dos mesmos não ocorrem como imaginávamos.

Nos modelos teóricos existia a chamada velocidade crítica de Landau, que é a velocidade máxima que um objeto imerso nesse superfluido pode alcançar sem que destrui-lo.

Porém em recentes experimentos realizados na Universidade de Lancaster, na Inglaterra, mostrou que um objeto macroscópico se movendo quase uniformemente no superfluido pode exceder a velocidade de Landau prevista no limite de temperatura zero sem destruir o condensado.

Este cenário é baseado na suposição de que há um espectro sem limites bidimensional (2D) bem definido de estados ligados disponível dentro de aproximadamente um comprimento de coerência de todas as superfícies e que os férmions que ocupam esses estados podem escapar para a massa promovida pelo fluxo macroscópico de campo, causando sua dissipação.

"O superfluido hélio-3 funciona como vácuo para um bastão que se move através dele, embora seja um líquido relativamente denso" explica o Dr. Samuli Autti, autor principal do estudo. "Não há resistência, absolutamente nenhuma. Acho isso muito intrigante".


REFERENCIAS